“Fui para os bosques para viver livremente, para sugar o tutano da vida, para aniquilar tudo o que não era vida, e para, quando morrer, não descobrir que não vivi.” Thoreau

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Estrada Nacional 2 . a mais longa da Europa

 

6 ETAPAS . 746 Km . Altimetria = 9941 

 

A estrada nacional nº 2 é a mais longa da Europa e a terceira maior do mundo depois da "Route 66" nos EUA e da "Ruta 40" na Argentina.

 

Depois desta viagem penso que a N2 tem um potencial enorme para se tornar mundialmente conhecida e apelativa e poderá alavancar a economia de algumas pequenas povoações que existem ao longo da mesma. No entanto existe muito a melhorar e a fazer para ser realmente um produto turístico, só com vontade do estado e autarquias se poderá melhorar a segurança, condições, sinalética e educação de condutores e ciclistas. 

 

 

Viajamos de Lisboa para Chaves na  AutoViação do Tâmega, sem problema algum no transporte das bicicletas e nem foi preciso desmanchar nada, nem os alforges - 5 estrelas a simpatia do sr. motorista.

 

A viagem é longa mas apenas os últimos km são mais  cansativos uma vez que são feitos nas curvas da N2 de Vila Pouca de Aguiar até Chaves. 

 

Ficamos alojados no "Hotel 4 Estações" muito perto da estação de autocarros e no enfiamento da rotunda onde está o km 0, simpatia e facilidade de arrumação das bicicletas bem como o preço (15€/px) fazem desta uma excelente opção.  

 

Chaves é uma cidade com um centro histórico muito bonito que vale a pena conhecer e passear junto ao Rio Tâmega e passar pela ponte romana.  

 

 

11.Junho.2017

 

1º Dia . Chaves - Lamego . 105Km com elevação total de 1996m

 

O despertar foi às 6h00 e depois as fotos da praxe no km 0 um pouco antes das 7h00 começamos a nossa aventura.

 

 

 

Caminho muito agradável com subidas e descidas progressivas e suaves e rapidamente chegamos a Vidago (18 km) daqui até Vila Pouca de Aguiar (36 km) são cerca de 20km de subida mas com inclinações entre os 2 e 5% que se fazem bem e é muito bonito. Um pouco antes passamos por Pedras Salgadas e pela sua bonita estação de comboios. 

 

 

 

ATENÇÃO: Antes de entrámos em Vila Pouca de Aguiar temos um rotunda com uma placa na 2ª saída para N2 Viseu (subida), é uma alternativa para quem não quer passar na Vila, nós continuamos em frente.  

 

 

 

Nesta zona a estrada é muito bonita e existem cerejeiras, não resistimos e apanhamos as melhores cerejas do mundo. Depois de V. Pouca de Aguiar continuamos a rolar e cerca de 10km depois temos uma subida seguida de uma agradável descida até Vila Real (65 km) onde aproveitamos para almoçar.  Se puderem provem o doce tradicional - Crista de Galo (uma espécie de pastel de massa tenra com doce de ovos). 

 

 

 

A saída de Vila Real faz-se com uma descida e subida e vamos subindo ligeiramente até encontrar uma bela e agradável descida, para ganharmos forças para uma "valente" subida com cerca de 12km e uma inclinação máxima de 8% até Sta. Marta de Penaguião (82 km)

 

 

 

OBRIGADA RICARDO PEREIRA PELA AJUDA E FOTOS À SAÍDA DE VILA REAL!

 

 

 

O calor começou a apertar e o termómetro marcou uma máximo de 40º, no entanto na subida até Sta. Marta podemos encontrar várias fontes com água potável.  

 

 

 

Depois de Lobrigos ao km 86 entramos na minha opinião na zona mais bonita de toda a viagem e a descida mais encantadora que vi - Douro Vinhateiro. São cerca de 5km de curva e contra numa paisagem deslumbrante que as fotografias não fazem justiça. 

 

 

 

No final desta bonita descida chegamos ao Peso da Régua (90 km) onde ainda fomos a tempo de ver a antiga Locomotiva a Vapor a partir da antiga estação remodelada. Na Régua comemos as nossas belas cerejas e ganhamos forças para a subida final que tínhamos de enfrentar até ao destino final da etapa. 

 

 

 

Como fomos até à estação optamos por atravessar pela ponte pedonal e virámos à direita e começamos os últimos difíceis 12km de subida. Um sinuosa subida que alterna inclinações mais agressivas com outras mais suaves, alternado entre os 3% e 8%. E cerca de 1h30 depois lá chegamos à bonita cidade de Lamego.

 

 

 

Em Lamego ficámos instalados na avenida principal na "Residencial Solar da Sé" (19€) muito perto da Sé de Lamego e da Avenida da Sra dos Remédios (boa relação qualidade preço). O jantar foi no restaurante "Trás da Sé" que recomendo, muito típico e excelentes preços. O arroz de feijão com salpicão é um dos pratos típicos e que também recomendo. 

 

 

12.Junho.2017

 

2º Dia . Lamego - Santa Comba Dão . 121Km com elevação total de 1530m

 

Mais uma vez o despertar foi às 6h00, a senhora da residencial deixou-nos o pequeno almoço preparado e um pouco antes das 7h00 começamos o dia que também ia ser de subida. Logo à saída de Lamego depois da rotunda temos a subida mais "agressiva" com 13% de inclinação felizmente é curtinha, depois andamos cerca de 16km entre os 4/5% de inclinação e temos quase sempre sombra e bonitas paisagens. 

 

Chegados a Meride (17km) é sempre a descer até Castro D'Aire (33km). De Castro D'Aire a Viseu  a estrada tem bastante mais trânsito e alguns camiões, mas os condutores são bastantes cuidadosos. São cerca de 35 km de subidas e descidas até Viseu sendo que nos últimos 10 km vamos encontrar a subida mais difícil com pendentes que oscilam entre os 7% e os 9%, ainda temos uma descida e uma subida de 3km até aos 500m de altitude e a partir daqui é sempre a descer até Viseu.

 

 

 

Em Viseu (69 km)optamos e bem (na minha opinião) por não seguirmos na N2 e entrar na EcoPista do Dão. Aconselho a que o façam, são 50 km muito bonitos e tranquilos (mais alguns km do que seguir na N2).

 

 

 

A EcoPista está feita sob a antiga linha ferroviária entre Santa Comba Dão e Viseu, desactivada em 1988, foi transformada em 2011 com 49 km é a Ecopista mais comprida de Portugal, ao longo do caminho vamos encontrando as antigas estações de comboio e apeadeiros remodelados e alguns transformados em cafés e bares - RECOMENDO! 

 

 

 

Em Viseu assim que entramos na cidade conseguimos ver no chão sinalização para bicicletas e é só seguir até ver o "tapete" vermelho e continuar. Nos primeiros km da ecopista por questões de segurança existem umas correntes e vedações de madeira que nos fazem abrandar de forma a atravessar estradas que se cruzam com a ecopista, para os que vão como nós de alforges é mais que abrandar temos mesmo de quase parar para que os alforges não fiquem presos, existem também uma lombas demasiado altas que se tornam bastante incomodas para as bicicletas com peso, mas vale mais excesso de zelo que a falta ...  

 

 

 

A Ecopista tem a informação do km que se está a percorrer, falta informação de onde estamos e o que falta percorrer. O final é também bastante estranho uma vez que é abrupto e sem nenhuma informação, ou seja, a "passadeira" vermelha acaba e deparamo-nos com terra batida e um portão, temos de virar à direita e subir uma ribanceira e de repente estamos no "deck" da estação de comboios de Santa-Comba-Dão - muito estranho e uma pena, para quem começa  o percurso ali nem sei como encontram a ecopista :o(  

 

 

 

Saímos da estação e descemos até um fontanário que não tem água, aí viramos à direita e vamos ter de entrar na IP3 e fazer cerca de 1km até sair para Sta-Comba-Dão e acabarmos com uma subidinha até ao centro da cidade. 

 

 

Ficamos na Residencial Sargolas, na rotunda para a esquerda. Foi a única que encontrámos e é bastante curiosa com um sr. António (dono) muito castiço e simpático. A residencial é uma antiga mansão muito parada no tempo e o preço ficou um pouquinho acima do que penso seria justo, mas tivemos pequeno almoço às 6h30 da manhã e dois dedos de conversa com o sr. António. 

 

 

Santa-Comba-Dão é muito agradável e bem arranjada sem "crimes" arquitectónicos e muito coerente. 

 

 

 

13.Junho.2017

 

3º Dia . Santa Comba Dão - Pedrogão Grande . 101 Km com elevação total de 1899m

 

Às 6h o despertar, 6h30 0 pequeno almoço e às 7h10 estávamos a iniciar mais um dia. Esta saída não é fácil uma vez que nesta zona a N2 está misturada com a IP3 e submersa pela Barragem da Aguieira. Assim saímos da residencial devemos dirigimo-nos para a rotunda onde está o posto de turismo e descemos a rua em direção à estação de comboios, subimos ficando a estação à esquerda e passamos por baixo da linha do comboio, para entrar na IP3 por um bocadinho e sair na primeira saída à direita e passar pela barragem.

 

Um pouco mais a cima deparamo-nos com uma casinha branca de portadas verdes com uma placa a sinalizar que ali nasceu Salazar: "um senhor que governou e nada roubou", esqueceram-se de acrescentar que o povo calou e sufocou que também fazia verso :o/.

 

 

 

Continuamos a rolar e quando se vê a fábrica da CIFIAL à nossa esquerda atravessamos o viaduto para a direita e entramos numa pequena estrada paralela à IP3 e assim continuamos durante cerca de 3 km até que temos mesmo de entrar na IP3 para atravessa a ponte sobre o Rio Mondego.  Assim que passamos a ponte devemos virar à direita numa saída para um restaurante e ir por uma pequena subida em frente para entrar novamente numa estrada paralela. 

 

 

Vamos "desembocar" a outra estrada e Mortágua deverá ficar para a direita e nós seguimos em frente até ao cruzamento e continuamos em frente para depois virar à esquerda e estamos novamente paralelos à IP3 até que temos mesmo de entrar nela para voltar a sair na primeira saída para voltarmos a encontrar a N2 e os seus marcos. Entramos numa zona muito bonita - Livraria do Mondego (20 km) denominada assim devido ao estrangulamento do rio e às "escarpas rochosas, dispostas quase verticalmente como livros inclinados numa estante.  

 

 Avistamos Penacova (24 km) à nossa direita sem passar pela localidade e depois de uma "valente" subida temos Vila Nova de Poiares (34 km) e continuamos com subidas até Goís com inclinações na ordem dos 7/8%

 

Nestas subidas temos várias fontes de água potável

 

Vale a pena sair da N2 em Goís (53 km) e almoçar ou tomar qualquer coisa nos cafés junto ao Rio Ceira, muito bonito! 

 

 

Assim que saímos de Goís começamos a subir e são cerca de 20km (serra da Lousã) com pendentes entre os 4% e 6% até aos 788m de altitude. A meio desta subida em Ladeiras existem duas fontes que dizem "água não controlável" mas os locais disseram-nos que era água boa a abastecemos os nossos cantis. 

 

E depois de uma interminável e difícil subida vem sempre uma boa descida, pena que acabam sempre rápido! são 10km a descer para voltarmos a ter uma subida e descida suave e uma subida bem dura nos 9/10%. 

 

No final desta subida um dos momentos da viagem, um grupo de 5 "motards à séria" com chopers que já tinha passado várias vezes por nós e sempre feito uma grande festa, estavam parados num bar à nossa espera para bebermos um copo com eles e assim teve que ser - muito bom! e ainda por cima havia caracóis, o que naquela zona não é muito frequente. 

 

 

 

Cerca de 1 hora depois lá arrancámos e muito rapidamente chegámos a Pedrogão Grande, passando antes pela localidade com o nome mais caricato de toda a Nacional 2. 

 

 

Alugámos um quarto por cima de uma café (8,5€). Pedrogão é também muito arranjado e bonito. 

 

14.Junho.2017

 

4º Dia . Pedrogão Grande - Montargil . 129,5 Km com elevação total de 1555m

 

Despertar à hora habitual às às 6h50 estávamos a fazer-nos ao caminho, começamos com uma descida de cerca de 3km para de seguida iniciarmos as subidas e entrarmos na zona mais feia e sem graça de toda a N2. Este troço da estrada é via rápida, com duas faixas, berma carros e sem qualquer vista ou pontos de interesse.

 

15km depois temos a descida até à Sertã (21 km) onde vale a pena parar um bocadinho junto à ribeira e à ponte romana. 

 

 

Daqui seguimos por mais 20km até ao ponto mais alto do dia - 495m, sendo que a subida é feita a partir dos 168m, com pendentes entre os 6% e os 8%, no final da subida temos uma fonte que vem mesmo a calhar. 

 

 

Vila de Rei (44 km)fica no inicio da descida e continuamos, ainda hesitámos em fazer o desvio para visitar o marco geodésico que marca o centro de Portugal mas achamos melhor continuar (fica para a próxima) com mais descidas e uma subida bastante dura e assim seguimos até ao Sardoal (63 km). E até Abrantes (74 km) vamos com subidas e descias ligeiras.

 

Em Abrantes aproveitei para levar a bicicleta à Sport Zone para resolver o problemas do arranjo que me fizeram em Viseu em que me deixaram as pastilhas coladas aos discos .o/ - excelente serviço e aproveitámos para almoçar a arrefecer o "corpinho" que as temperaturas estavam a cima do 40º. 

 

 

Arranjo feito com a "burrinha" a rolar novamente lá fomos novamente para a estrada, começando a entrar na paisagem Alentejana com mais planícies e os desníveis a serem sempre menos acentuados e muito bonitos.  Passamos o Rio Tejo e cerca de 15km depois chegamos facilmente a Bemposta (91 km) logo à saída vamos encontrar uma subida curta mas com grande inclinação e a partir daqui a paisagem torna-se um pouco mais monótona.

 

 

Passamos em Ponte de Sôr (110 km) sem entrar mesmo na localidade e cerca de 1h30 de depois estamos a avistar as águas de Montargil e chegamos ao Parque de Campismo de Montargil onde ficámos acampados. O Parque de Campismo tem ótimas condições e uma piscina que soube a "ouro" no entanto penso que 8,50€ por pessoa para uma tenda minúscula é excessivo tendo em conta que conseguimos preços semelhantes em pensões. 

 

 

 

 15.Junho.2017

 

5º Dia . Montargil - Ferreira do Alentejo . 142 Km com elevação total de 1471m

 

Como necessitávamos de fazer mais km nestes dois últimos dias optamos por despertar mais cedo e às 6h35 estávamos a começar o dia 

e até Mora é um "tirinho" (22km) e aproveitamos para o segundo pequeno almoço da manhã. Às 8h00 já o café está cheio de homens a beberem "minis" e a comer bifanas - valentes! até parece mal pedir um galão e uma sandes de queijo .o)

 

Depois de Mora temos uma subida mais acentuada no localidade de Ciborro (45km) onde temos uma fonte e um pouco mais acima o marco do 500km e uma placa muito interessante com alguma história da N2 e a localização - Bravo Ciborro!!

 

 

  

Continuamos para Montemor (65km) onde predomina o pouco transito as retas gigantes e declives pouco acentuados. Entrados em Montemor nos sinais de trânsito temos de virar à direita e descer a avenida e seguir as placas para o Escoural.

 

 

 

Antes do Escoural vamos ter uma subida na ordem dos 6% até aos 300m, seguida de uma outra subida mais curta mas bem mais inclinada até aos 365m. A partir daqui é uma agradável descida até Santiago do Escoural (80km) onde almoçamos num restaurante muito típico e que recomendo: Manuel Azinheirinha.

 

Quem diz que o Alentejo é plano engana-se, continuamos num constante sobe e baixa e com 44º de calor, e é curioso observar que 40º no Douro ou na Lousã são muito mais agradáveis do que no Alentejo, o calor secava e queimava a boca e garganta. 

 

 

Parámos na sombra do jardim e do "chinriguito" de Alcaçovas (98km) para nos refrescarmos e voltámos a refrescarmo-nos numa fonte (não muito fresca) depois da subida para entrar na localidade de Torrão (110km).  Seguimos com bastante calor mas rola-se bem e em Odivelas (128km) decidi-mos fazer uma pausa num bar/café que está mesmo junto à estrada e comer uma bela caracolada. Forças repostas seguimos caminho e às 19h terminámos o dia em Ferreira do Alentejo (142km).

 

Em Ferreira ficamos alojados no Pátio das Flores e mais uma vez me senti automaticamente em casa, a simpatia e à vontade da Mª João e do Manuel fazem-nos sentir como velhos amigos. Agora com a sala de estar já acabada temos um novo espaço de convívio mas o ponto forte é ficar à noite no pátio sentados à conversa a ouvir ao fundo música clássica e a provar o queijo fresco feito por eles.   

E desta vez tivemos direito a diploma feito para quem está a fazer a N2. 

 

 

 

 

 

16.Junho.2017

 

6º Dia . Ferreira do Alentejo - Faro . 144 Km com elevação total de 1492m

 

Despertar às 5h para começar a pedalar às 6h, sem antes tomar uma "mega" pequeno almoço que a João nos deixou preparado, desta vez não havia o melhor bolo de cenoura do mundo mas havia o melhor doce de limão do mundo que encaixou na perfeição para barrar o bolo do coco- muito bom!  

 

 

Até Aljustrel (25km) o caminho é muito agradável e praticamente plano e a temperatura está perfeita. De Aljustrel em diante a estrada está em muito mau estado e as bermas quando existem ainda piores. O fluxo de trânsito também é maior e fruto das retas infindáveis a velocidade com que os carros circular é excessiva, e as "razias" aumentam.

 

 

E assim seguimos até Castro Verde (50km), onde curiosamente encontrámos dois grupos diferentes de pessoal também a fazer a N2 e com quem nos cruzámos várias vezes ao longo dos dias.  

 

 

Continuamos sempre com subidas ligeiras até Almodôvar (70km) e daqui em diante o calor começou a a"apertar" bem como as subidas pois começamos a entrar na subida à serra do Caldeirão. Iniciamos a subida por volta das 12h e às 13h15 atingimos o recorde de temperatura - 46.2. Parámos em Dogueno (80km) para comprar águas frescas e por volta das 13h45 chegámos ao Ameixial (93km) onde almoçamos, num tasco que parecia saído dos anos 70 mas onde fomos muito bem tratados e servidos. Aqui encontrámos dois senhores de Braga a fazer a N2 de Zundaps, muito giras! 

 

 

Ás 16h chegámos ao ponto mais alto do Caldeirão - 585m, vista apreciada e fotos tiradas e iniciamos a descida até Faro, antes ainda tivemos 3 ou 4 subidas que com o nosso estado de cansaço e calor nos pareciam o "Evereste", depois de Barranco Velho (115km) temos mais uma subidinha e a partir daqui é uma longa e agradável descida até Faro.